Planejamento nutricional ajuda a definir resultado em provas de longa distância

Prova de longa distância de Michelle Ferrari (Divulgação)

A nutrição esportiva especializada faz a diferença para uma melhor recuperação e performance.

Muitos atletas sonham em percorrer longas distâncias de provas como o L´Étape Brasil, com 112km de ciclismo, e os 42km da maratona de Chicago, competições que aconteceram entre o final de setembro e início de outubro. Para chegar lá, os treinos exigem muita dedicação e cada detalhe faz a diferença para o objetivo final. A nutrição é um dos fatores que pode favorecer o desempenho atlético. A orientação adequada auxilia na performance e na recuperação depois dos fortes treinamentos e também no pós-prova, e pode reduzir a chances de lesões e contribuir para a saúde geral do atleta.

“Para um atleta amador, a nutrição adequada pode ser determinante para que ele consiga terminar uma prova. Já um atleta amador mais treinado, pode melhorar a performance, a ponto de conseguir um lugar no pódio. No profissional,  em que cada detalhe conta muito, se ele melhorar o rendimento em 10% ou 20%, é o bastante para modificar completamente seu resultado, ajudando a definir, por exemplo, a primeira ou segunda colocação em uma prova”, explica a nutricionista da LifeSquare, Michelle Ferrari, especializada em nutrição esportiva e que também é atleta de Mountain Bike e triathlon.

De acordo com estudos científicos, para correr uma maratona, um indivíduo gasta cerca de 2.500 calorias, ou seja, mais do que o gasto calórico correspondente a 24 horas do dia de uma pessoa normal. No ciclismo, em uma competição de atletas de alto rendimento, são gastas em média 800 calorias por hora. O sucesso no esporte depende principalmente de uma alimentação adequada e de treinamentos especializados, para que o atleta esteja em boa condição física e também saudável.

O trabalho do nutricionista deve ser feito em conjunto com outros profissionais da equipe do atleta. “Juntamente com o treinador, o nutricionista vai analisar como será a prova, se vai estar calor ou frio, se é de montanha ou não, qual o esforço será feito, ver a questão de hidratação, reposição de sais minerais e como estará a manutenção do carboidrato durante a atividade física. Se vai precisar de um carboidrato de absorção rápida, média ou lenta, se entra com proteína ou não, e como o atleta responderá ao plano alimentar definido”, analisa.

O planejamento nutricional deve ser feito com antecedência, tempo suficiente para que todas as estratégias nutricionais sejam testadas. “Não é o mais indicado definir quais estratégias serão utilizadas na alimentação dias antes da prova. É necessário fazer uma periodização de pelo menos quatro ou cinco meses, em que são testados alguns alimentos e suplementos para ver a tolerância desse atleta e, a partir daí, é traçada uma estratégia dietética”, finaliza Michelle.

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