Ainda estamos em pandemia, mas a vida continua!

POR WÂNIA RENNÓ SIERRA – Preciso confessar algo: dessa vez eu tive dificuldade em escrever esse artigo. Um ano se passou e ainda estamos em vivendo a Pandemia do Covid19. E agora estamos vivendo um quadro muito pior do que quando tudo isso começou. No primeiro mês de confinamento, ingenuamente imaginamos que ficaríamos uns 3 meses em casa, algumas pessoas apostavam em 45 dias. Porém, sabemos que uma Pandemia não é tão  fácil de acabar assim.  E agora, cá estamos nós, ainda confinados. Se passaram 365 dias e o que nos lembramos desse período? Os atletas normalmente lembram do seu ano tendo como referência suas provas, seus treinos diferenciados, a melhora de sua performance, um resultado melhor numa prova  ou até mesmo uma possível lesão. Foi um ano cheio de restrições, provas canceladas, treinos feitos em casa de forma completamente diferente do que estavam acostumados. De fato, foi um ano atípico. Parece que passou voando, mas ao mesmo tempo temos uma estranha sensação de que passou muito devagar.  

Os atletas, assim como todas as pessoas precisaram se reinventar. Tudo mudou e o distanciamento trouxe alguns sentimentos bem diferentes do que os atletas costumam sentir. Alguns atletas infelizmente pegaram covid. E novos sentimentos e emoções apareceram. Medo, não mais de não conseguir  atingir a performance desejada, mas o medo da doença e suas possíveis sequelas. Não somente as físicas, mas as emocionais também. Medo das perdas de amigos e parentes.  Ansiedade, não mais da prova ou da pré-prova, mas sim pela expectativa de tudo poder voltar ao normal, os treinos, os encontros com seu treinador, colegas de esporte  e as tão queridas provas de corrida. Até a depressão foi sentida por alguns atletas, o que trouxe a necessidade de procurar ajuda psicológica.

Acredito que nunca tinha passado pela nossa cabeça que um dia viveríamos isso.  Pelo menos eu nunca havia pensado nisso.

Mas como eu sempre digo, até  das piores vivências  podemos tirar algum aprendizado.  Então, apesar de tudo isso ainda não ter acabado, que tal refletir sobre tudo o que você passou e sentiu? O que mudou em você? A visão que você tinha da vida permaneceu a mesma? Quais suas novas metas, seus planos? O que você  descobriu  de si mesmo ?  Em relação a seus valores, algo mudou? Quais as mudanças que você deseja fazer na sua vida ou em você? Alguma mudança desejada no seu treino de corrida? Algo mudou na visão que  você  tem de si mesmo como atleta?

E por último, o que você tem a agradecer?

Eu acredito que se você está lendo esse artigo, pode  começar agradecendo pela sua  vida.

Estamos vivos, e apesar de tudo o que passamos  e ainda estamos passando, vamos continuar em frente!

Aprenda a agradecer a si mesmo, tenha fé em você.  Compreenda que você pode ser quem você quer ser. Enfrente seus medos. Aceite sua fragilidade. Sim, temos nossas fragilidades, aprendemos isso com essa pandemia.  E acima de tudo, viva intensamente sua vida. A vida é como uma maratona, por mais que nos preparemos, não sabemos exatamente como vai ser. Lembre que nem tudo podemos controlar. Mas podemos planejar e desejar. Siga em frente, muitas provas virão.

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