Pesquisa “Por dentro do Corre 2″da Olympikus mostra novo perfil do corredor brasileiro

Dados revelam que Brasil tem 15 milhões de corredores – 2 milhões a mais do que em 2024, com destaque para mulheres, jovens  e da classe C

A corrida segue crescendo em ritmo acelerado no Brasil e, para além do crescimento numérico, os dados mais recentes apontam mudanças comportamentais na forma de correr dos brasileiros. A segunda edição do estudo Por Dentro do Corre, realizado pela Olympikus em parceria com a Box1824, revela que 2 milhões de brasileiros começaram a correr em 2025: o número absoluto chegou a 15 milhões, ultrapassando os 13 milhões contabilizados em 2024 — um crescimento de 15% em apenas um ano, acima do ritmo de crescimento da população mundial no mesmo período, que foi de 0,9%. Os praticantes da modalidade estão distribuídos em uma base equilibrada entre homens (50%) e mulheres (50%), concentrada majoritariamente no Sudeste (50%), com forte presença da classe C (43%) e idade média de 34 anos — três anos a menos do que em 2024. É uma comunidade múltipla também do ponto de vista racial (43% brancos, 36% pardos, 10% pretos). Os dados também confirmam o que os apaixonados pela corrida sentem na pele: não se trata de uma moda passageira, mas de um esporte que se tornou estilo de vida e que 81% dos corredores pretendem manter nos próximos anos. A pesquisa foi conduzida em novembro de 2025, por meio de um questionário quantitativo com 1.179 corredores, homens e mulheres de todas as regiões do país, que praticam corrida ao menos uma vez por semana, seja na rua, na academia ou na esteira. O estudo representa a segunda onda de um rastreamento anual, criado para acompanhar a evolução da corrida no Brasil de forma contínua e comparável ao longo do tempo. “A corrida no Brasil está de cara nova. A pesquisa Por Dentro do Corre mostra que ela deixou de ser um esporte focado apenas em performance e passou a fazer parte da vida real das pessoas. Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. O crescimento da presença da Classe C, dos jovens e das mulheres entre os corredores reforça esse movimento de democratização. A corrida está mais acessível, mais diversa e cada vez mais conectada com o cotidiano do brasileiro”, comecomenta Márcio Callage, CMO da Olympikus.

Um novo perfil de corredores

Mais do que crescer em número, a corrida mudou de perfil. Mulheres, jovens e pessoas da classe C foram os principais responsáveis pela renovação da base de corredores no último ano. As mulheres lideram a entrada de novos praticantes: 56% começaram a correr há menos de um ano (entre os homens, esse percentual é de 38%), sendo que 32% delas iniciaram nos últimos seis meses. O estudo também aponta um rejuvenescimento do esporte. A idade média dos corredores caiu de 37 anos, em 2024, para 34 anos, em 2025, impulsionada principalmente pelo crescimento de praticantes na faixa etária entre 18 e 24 anos, que passou de 12% para 20% do total e são os mais orientados pela performance. Outro movimento relevante identificado através do questionário é a democratização da prática. A participação da classe C avançou de 36% para 43% dos corredores em apenas um ano, reforçando a corrida como um esporte acessível, flexível e adaptável à rotina, ao espaço e ao tempo disponível de cada pessoa.

As mesmas motivações, com novas formas de correr

Em 2025, a corrida se consolidou como o quarto esporte mais praticado no Brasil (14%), atrás apenas de caminhada (39%), musculação (25%) e futebol (16%), e à frente do ciclismo (10%) — um dado que a posiciona definitivamente no centro do cotidiano esportivo do país. Saúde física, saúde mental e condicionamento seguem como os maiores motivadores para iniciar a prática e também para permanecer nela. Ganham força ideias como “correr pouco ainda é correr”, a constância acima do pace e o prazer como motivador central. A pesquisa mostra que a corrida “cumpre o que promete”: quem começa buscando esses benefícios tende a continuar porque percebe melhorias reais no dia a dia. No entanto, a forma de correr mudou. A corrida se tornou mais esporádica, com a frequência média semanal caindo de 3,4 para 1,8 vezes, puxada sobretudo pelos novos corredores, que ainda buscam maneiras de encaixar o esporte na rotina.

A rua segue como o principal território da corrida, reforçando sua acessibilidade, enquanto trilhas surgem como um novo espaço de expansão, especialmente entre corredores mais experientes e de classes mais altas. Apesar da menor frequência, a distância média semanal aumentou, passando de 9,2 km para 10,6 km, especialmente entre corredores veteranos. Esse dado revela um cenário de contraste: enquanto quem já corre há mais tempo consegue evoluir sua quilometragem, os novatos demonstram maior insatisfação com seu desempenho, refletindo uma tensão crescente entre desejo de performance e limitações práticas.

Performance, coletividade e ecossistema da corrida

A corrida também se mostra cada vez mais coletiva. A participação em grupos e assessorias cresceu, e o número de corredores que não fazem parte de nenhuma dessas estruturas caiu 8 pontos percentuais em um ano. Os grupos, porém, mudaram de papel: se antes eram vistos principalmente como espaços de acolhimento e segurança, agora se aproximam de facilitadores para o ganho de performance, com foco em troca de conhecimento, estrutura de treino e evolução técnica — uma das mudanças mais significativas entre as duas ondas da pesquisa. Esse amadurecimento do ecossistema também se reflete no avanço gradual da participação em provas de corrida. Em 2025, 29% dos corredores participaram de eventos, contra 23% em 2024 — um crescimento de 26% no número de participantes. Embora a maioria ainda não participe, o interesse futuro é alto, especialmente entre as mulheres.

Para a BOX1824, a comparação entre as duas ondas revela uma mudança de fase da corrida no Brasil. “De um ano para o outro, a corrida deixou de ser apenas um fenômeno de crescimento e passou a revelar suas complexidades. Ela está mais diversa, mais jovem e mais democrática, mas também mais pressionada por performance e expectativas. O dado mais impactante é que a corrida entrou definitivamente no mainstream e agora vem encontrando formas de se sustentar culturalmente no longo prazo, como por exemplo, através de uma prática mais coletiva e social, que é a cara do Brasil.”, afirma Luisa von Mühlen, da BOX1824.

Obstáculos e desafios para o futuro

Entre os principais obstáculos à prática da corrida, falta de tempo e insegurança seguem como as maiores barreiras. As questões referentes à segurança dificultam a corrida de 32% das mulheres e de 25% dos homens — o que ajuda a explicar a maior presença feminina em academias e ambientes controlados. Os dados indicam que a corrida vive um momento-chave: cresce, se populariza e se diversifica, mas enfrenta o desafio de se manter sustentável, prazerosa e acessível. Para a Olympikus, acompanhar essa evolução através de uma lente que coloca a comunidade no centro, é essencial para compreender não apenas quantas pessoas correm, mas como, por que e em que condições elas continuam correndo.

Acesse a pesquisa completa AQUI

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