O desafio de estrear nos 7 km do Circuito Mizuno Athenas Run Longer

POR PRISCILA ORTIZ – Existem convites que ultrapassam a simples aceitação. Eles nos conduzem a territórios desconhecidos, revelam capacidades adormecidas e ganham um peso ainda maior quando compartilhados com quem amamos. Foi exatamente sob esse pano de fundo que começou a trajetória do meu irmão nas corridas de rua.
A convite da Mizuno, ele aceitou o desafio de estrear nos 7 km do Circuito Athenas Run Longer. Aos 34 anos, empresário com uma rotina marcada por compromissos intensos, decisões rápidas e reuniões intermináveis, ele estava prestes a trocar a pressão do cotidiano executivo por uma vivência completamente distinta.
Para mim, como irmã e praticante assídua do esporte, a oportunidade tinha um valor simbólico enorme. Incentivá-lo não era apenas chamá-lo para correr, mas sim acompanhá-lo na descoberta de um ecossistema focado no bem-estar, na superação pessoal e nas transformações que só ocorrem fora da zona de conforto. Minha expectativa não estava atrelada a números, mas à experiência real de vê-lo sentir a energia da largada, o calor da multidão e a emoção da linha de chegada.
Ao analisar a própria estreia, meu irmão sintetizou o momento em uma reflexão precisa: nunca é tarde para se permitir o status de iniciante. Até então, a corrida não figurava em sua rotina. Embora tivesse iniciado a prática de exercícios físicos há pouco tempo, a participação em um evento de rua ainda era um território inexplorado. No dia da prova, o cenário mesclava curiosidade, expectativa e a ausência deliberada de metas de rendimento. Sem marcas anteriores a superar ou cobranças por performance, o compromisso era unicamente com o ponto de partida.
O resultado veio com precisão no cronômetro. Ele completou os 7 km em 44 minutos e 13 segundos, mantendo o ritmo do início ao fim, sem interrupções. Para uma estreia, a marca é expressiva. No entanto, o tempo acabou ficando em segundo plano diante do impacto subjetivo da prova. Se a expectativa inicial era de um desgaste físico acentuado, o desfecho trouxe o oposto. Mente leve, sensação de renovação e o impulso imediato de dar continuidade aos treinos.
Ele esperava terminar cansado. Em vez disso, saiu da prova com a cabeça mais leve, renovado e com uma vontade genuína de continuar. Foi como descobrir uma capacidade que sempre esteve ali, mas para a qual ainda não havia dado espaço.
Acompanhar esse percurso ao lado dele na pista ofereceu uma perspectiva única sobre o ato de incentivar. Não cabia a mim percorrer o trajeto por ele, mas sim criar o estímulo necessário para que ele desse o primeiro passo. Como irmã, existe uma alegria muito particular em ver alguém que amamos aceitar um desafio e descobrir algo novo sobre si mesmo. É gratificante perceber que um convite, feito com carinho e vontade de compartilhar algo importante para nós, pode se transformar em uma experiência tão significativa para o outro.
Às vezes, acreditamos que incentivar alguém significa oferecer respostas ou mostrar o caminho inteiro. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes, significa simplesmente fazer um convite, estender a mão e dizer: por que não tentar?
Fica também nosso agradecimento à Mizuno pelo convite e pelo kit que tornou essa participação possível, proporcionando a oportunidade de viver uma experiência que agora faz parte da nossa história.
Os primeiros 7 km ficaram para trás, mas deixaram a clara impressão de que o percurso apenas começou. O esporte se consolida não apenas em métricas, marcas ou ritmos de prova, mas em encontros, conexões e nas histórias que decidimos construir ao lado de quem nos inspira.

Fique de olhos nas novidades

Assine nossa newsletter

Saiba os principais lançamentos e noticia do mundo das corridas!

Go! Running Copyright © 2024.Rua Paracuê, 387 – Perdizes – São Paulo – SP | Tel (11) 3868-0300 | redacao@gorunning.com.br