Brasileira relata experiência na Maratona de Tóquio e segue em busca da mandala das Majors

A Maratona de Tóquio é uma das provas mais desejadas do calendário mundial de corridas. Integrante das Abbott World Marathon Majors, a competição reúne milhares de corredores de diferentes países e é reconhecida pela organização e pela experiência que oferece aos atletas.

Entre os brasileiros presentes na edição mais recente está Karina Dias Alves Koshiikene, de 46 anos, diretora de Operações e Digital do Grupo Carrefour Brasil. Corredora desde 2006, ela participou da prova japonesa como parte de um objetivo maior: completar a tradicional mandala das seis Majors.

Tóquio foi sua quarta maratona e a terceira Major concluída. Antes dela, Karina correu Chicago em 2024 e Berlim em 2025. A próxima etapa será Nova York em 2026, com a meta de completar a mandala original até 2028, antes da expansão oficial do circuito.

A relação de Karina com a corrida começou ainda em 2006, quando ingressou no Grupo Pão de Açúcar e encontrou um forte incentivo corporativo ao esporte.

“Corro desde 2006, motivada pelo Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. Na época em que entrei na empresa, o incentivo era admirável e ia muito além de trabalhar em supermercado. Para o início dos anos 2000, a empresa oferecia benefícios diferenciados, como clube de corrida em várias regiões do Brasil, nutricionistas, treinadores e até corridas pagas pela empresa. Foi uma época de ouro. Eu sempre fui apaixonada por esporte e desde pequena pratiquei várias atividades, então a corrida acabou se tornando algo muito natural na minha rotina. Tóquio foi minha quarta maratona e terceira Major — já fiz Chicago em 2024, Berlim em 2025 e agora Tóquio. Pretendo correr Nova York em 2026 e completar a mandala original até 2028, antes da mudança da mandala.”

Sobre a experiência na prova japonesa, a corredora destaca a organização e o comportamento do público e dos voluntários.

“A prova é extremamente organizada. As pessoas são muito educadas e existe um senso de empatia e civilidade que realmente surpreende. A largada foi muito rápida, levei apenas 11 minutos para largar depois da elite, algo surreal para uma prova desse tamanho. O clima também ajudou: estava um pouco mais quente que a média, mas para quem treinou no verão estava ótimo. Quase não tinha vento, o percurso tem poucas e curtas subidas e havia água e isotônico suficientes durante a prova. O único ponto negativo foi no final: a água era limitada a apenas uma garrafa por pessoa. Eu estava com muita sede e mesmo pedindo para alguns membros da staff, eles repetiam ‘just one’. Outro ponto foi a corrida de 5 km do evento, que achei bem ruim. O percurso é longo dentro de um parque, com muitos pedestres e trechos apertados, o que acaba prejudicando a experiência. Não recomendaria essa prova.”

Mesmo com pequenos pontos de atenção, a Maratona de Tóquio segue sendo uma das provas mais marcantes do circuito mundial e um destino desejado por corredores que buscam desafios internacionais e a conquista da mandala das Majors.

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