Melhor desempenho em provas curtas melhora desempenho na maratona

POR DANIELA BARCELOS – Sabe-se o quanto aumenta o número de amadores que completam maratonas por todo mundo, porém ao mesmo tempo que este número aumenta, o rendimento está piorando.

Podemos citar diversos aspectos para explicar esta piora, porém o de maior destaque é a entrada precoce na distância de 42,195 metros.

Acumular experiência e treinar certo para as distâncias mais curtas podem mudar este quadro.

Sabe-se que corredores mais rápidos nas provas mais curtas são os corredores mais rápidos na maratona. E este aspecto é mais preditor do que experiências anteriores em provas longas e maior volume de treino. Ou seja, vai de contra ao pensamento comum. (Revista Brasileira de Ciência do Esporte 2018;40(2):117-122).

Tanda e Knechtle (2013) demonstraram em seu estudo que a intensidade do treino também é um fator que influencia o desempenho na maratona, seguido pelo percentual de gordura mais baixo.

Na corrida, o percentual de gordura é um fator influenciador para um melhor desempenho. Corredores que possuem baixo percentual terão um melhor rendimento. E isso caminha junto com o treinamento de maior intensidade que mostram bons resultados na redução da gordura corporal.

Estas informações indicam que para o corredor amador decidir correr uma maratona, o atleta já deve ter conseguido bons tempos em provas mais curtas. Aprimorar primeiramente nestas distâncias que permitem uma maior flexibilidade, pois não exigem realização de volumes altos como o treinamento para uma maratona.

Correr 5km, 10km, 15km, 21km mais rápidos, fará com que o corredor fique menos tempo exposto em uma maratona. Isso só trará benefícios em termos de tempo de dedicação aos treinos e satisfação pessoal ao atingir um objetivo que está fora da média atual.

Aprimore-se diariamente, não pule etapas, respeite o tempo que seu corpo precisa para as adaptações, pois somente assim a longevidade na corrida estará garantida.

Bons treinos!

Para quem se interessar, link do estudo citado da Revista Brasileira de Ciencias do Esporte:https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0101328916301135?via%3Dihub

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