Psicologia do Esporte Para o corredor de Rua

eduardo-cilloPOR EDUARDO CILLO – A primeira etapa do envolvimento de um corredor iniciante com a prática é marcada por conquistas e obstáculos. Ao mesmo tempo em que se descobre capaz de desafios cada vez maiores, também sofre com dores e desconfortos típicos de quem está enfrentando os limites do seu próprio corpo. Nesta fase é necessário resistir aos primeiros obstáculos e manter o foco no planejamento e nos benefícios que virão da prática contínua.

Passados alguns meses os primeiros objetivos começam a aparecer: perda de peso, tonificação da musculatura, aumento de capacidade cardiovascular e, provavelmente, elogios daqueles que convivem de perto com aquele corpo em transformação. É natural, também, que o corredor já não tão iniciante assim comece a estabelecer metas mais ambiciosas como disputar provas de rua mais longas. Tão logo comece a colecionar medalhas de participação a sua prática começa a exigir cuidados essenciais para a manutenção da sua prática. Nesta outra etapa os cuidados com alimentação e descanso começam a ganhar mais importância.

É comum, também, que o corredor deseje diminuir o tempo com o qual cumpre as suas distâncias habituais. Alguns começam a se incomodar em ficar no meio da grande massa de corredores que disputam as provas de rua e almejam colocações melhores nas listas de tempo divulgadas após as provas. É muito importante seguir as orientações de um profissional de educação física devidamente capacitado para orientá-lo. O ganho de desempenho é o resultado do acúmulo de treinos adequados ao longo do tempo. Pode acontecer uma certa empolgação por conta do aumento de capacidades e aí é necessário um cuidado extra para não passar demais dos limites, o que poderá gerar lesões e atrapalhar a rotina de treinos, provas de rua e a própria vida de maneira geral.

É bem provável que aqueles que conseguem manter um ritmo de treino e de prova maiores do que os seus já treinem há mais tempo e, agora, estão colhendo os frutos da dedicação. Tentar acelerar este processo geralmente não produz boas consequências.

Mais do que se comparar com os outros corredores, cujas histórias e genéticas você não conhece, vale observar os seus próprios avanços ao longo do tempo. Um processo de melhora de desempenho com poucas ou nenhuma lesão certamente é mais produtivo.

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